Por Que o Final de Pokémon Pokopia Me Fez Chorar: Uma Análise Sem Spoilers

Por Que o Final de Pokémon Pokopia Me Fez Chorar: Uma Análise Sem Spoilers

Sem spoilers, prometo. Mas já aviso que, ainda assim, este texto pode entregar um pouco do sentimento que o jogo carrega. Se você não tiver jogado ou finalizado Pokémon Pokopia ainda e não quiser qualquer tipo de influência ou viés na sua experiência, sugiro salvar este artigo para ler no futuro e ver se nossa opinião é parecida.

Se eu ganhasse um dólar para cada vez que me emocionei de verdade com um jogo de Pokémon, hoje eu teria três dólares.

Minhas Maiores Emoções na Franquia Pokémon

Antes de Pokopia, o jogo Pokémon que conseguiu mexer de diversas formas com a minha emoção foi Pokémon Mystery Dungeon: Explorers of Sky (ou Time, ou Darkness, qualquer uma das versões). O jogo é um dungeon crawler, gênero que eu adoro e acho muito viciante, contendo um humor só dele (“SMILES GO FOR MILES!”) e conseguindo gerar plot twists que eu não esperava. Um jogo que poderia ser simples, com uma história em segundo plano somente para justificar a mecânica de gameplay, entregou uma experiência Pokémon que, para mim, reina entre as melhores. Eis meu primeiro dólar.

Da série de jogos principal, os que mais se aproximaram disso, para mim, foram Black & White, pelo contexto do Team Plasma e o envolvimento do N — mas que poderia ter ido ainda mais fundo e não chegou a emocionar de fato. E então Pokémon Legends Z-A, que no final conseguiu me surpreender e arrancar um sorriso incrédulo e uma lágrima. Aí sim, meu segundo dólar.

O Mundo Misterioso e a Melancolia de Pokémon Pokopia

Mas Pokémon Pokopia conseguiu ir um pouco mais fundo nesse aspecto para mim. Eu já imaginava que a história do mundo de Pokopia fosse misteriosa e melancólica, especialmente devido aos registros que encontramos ao longo do jogo e que nos mostram que algo aconteceu naquele lugar, e os humanos não estão mais ali.

Apesar do humor e da energia positiva de cada Pokémon que encontramos, enchendo nossos corações de uma pequena esperança que parece sincronizada com a vontade deles de prosperarem em um mundo que subitamente mudou, ainda assim o jogo traz notas de melancolia. Podem ser alguns segundos em determinados cenários, ou em alguma atividade, onde você se sente solitário. Melancólico mesmo. Algumas músicas de fundo aumentam essa sensação.

Conforme eu avançava, sempre em algum momento era pego de surpresa por essa sensação de que “ainda não estamos realmente felizes e completos aqui”.

Ainda assim, continuei avançando sem saber exatamente o que o jogo esperava que eu entregasse, e sem fazer ideia do que significava “concluir” a campanha principal. Na verdade, acabei me dedicando tanto a ajudar os Pokémon que encontrava que demorei mais que o normal para terminar. E, sério, tudo o que o jogo nos oferece para fazer vai muito além de “concluir a história principal”, portanto não se apegue a tempos de jogo quando pensar se Pokopia vai consumir seu tempo. Porque vai.

O Impacto da Cena Pós-Créditos (Sem Spoilers)

O ponto é que eu esperava que o final carregasse o mesmo tom de melancolia que eu sentia aleatoriamente durante alguns momentos da minha gameplay. Mas não.

Foi até engraçado. Ao final dos créditos, uma última cena me custou alguns segundos para entender. Mas quando a ficha caiu… aí sim. Foi um soco bem dado na minha cara, arrancando uma lágrima sincera e um soluço, enquanto eu exclamava: “Não… então era isso…!”.

E quem jogou, talvez saiba o que quero dizer. Talvez tenha sentido algo similar, ou então não tenha entendido o peso da última cena dos créditos do jogo.

Mas Pokémon Pokopia é, para mim, o mais alegre e o mais melancólico jogo de Pokémon, e um dos meus favoritos. Um mundo para o qual eu sei que vou voltar muitas e muitas vezes para continuar a prosperar naquele mundinho incrível.

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