Vantagens dos Jogos Portáteis na Rotina Adulta
Muitas vezes já me recomendaram não comprar algum jogo no Nintendo Switch por ser uma versão “inferior” à de outras plataformas.
Isso quase sempre é verdade do ponto de vista gráfico ou de performance. Para jogos mais simples, antigos ou indies, essa regra não é absoluta. E quando falamos do Nintendo Switch 2, essa questão visual já não é tão gritante quanto no console antecessor.
Mas a questão é: até que ponto eu preciso da melhor fidelidade gráfica? Vale mais a pena terminar um único jogo por ano no seu melhor visual, ou jogar vários títulos ao longo do ano e usufruir da experiência da mesma forma? Embora pareça haver uma resposta única, não há. Isso varia de jogador para jogador — e de jogo para jogo.
Como conciliar rotina corrida e o hobby de jogar
Vamos lá: minha rotina é corrida demais. Passo o dia fora de casa em um dos meus trabalhos (ou nos dois), no transporte, ou dando conta dos afazeres pessoais (academia, compras, estudos). Quando finalmente chego em casa, ainda preciso dar atenção ao lar: pets, comida, limpeza e higiene pessoal.
A verdade é que, se eu esperar ter muito tempo livre para jogar em casa, pasmem: eu mal vou jogar. Ou não vou dormir, o que atualmente considero uma prioridade. Quando mais novo, eu até sacrificava horas de sono em prol de uma boa gameplay, mas hoje percebo como isso gera um efeito dominó de ineficiência na minha rotina (falarei disso em outro post). Por isso, só me permito “violar o sono” quando sei que no dia seguinte poderei de fato descansar e compensar.
Na minha realidade, encarar um título em um console de mesa sem portabilidade significa levar semanas, ou até meses a mais para finalizá-lo. Já no portátil, aproveito o transporte entre empregos, o horário de almoço ou aqueles minutos na cama antes de dormir. Poxa, nessas horas nem parece que sou adulto: eu consigo jogar, e jogo muito.
Nintendo Switch 2 vs Consoles de Mesa: Fidelidade Visual ou Praticidade?
Voltando à pergunta: vale a pena priorizar o visual? Eu entendo quem prefere a experiência máxima, e eu também adoro isso! Gosto de criar “momentos de imersão” quando tenho horas sobrando. Seja no Switch, no PlayStation 5 ou na Steam conectada à TV, eu preparo todo um ambiente: a luz certa, fones perfeitos, sofá macio e cheio de almofadas… aquele ritual. Se estou com tempo em casa, é para realmente mergulhar no jogo.
Foi assim que fechei títulos como Persona 5, Hogwarts Legacy ou Elden Ring. Mas levei tanto tempo… Só no Persona 5 foram mais de 100 horas. Conseguir esse tempo no PS5 levou meses; enquanto meus amigos já tinham terminado e partido para outra, eu ainda estava no meio do caminho. Mas curti, aproveitei e, no meu tempo, concluí.
Porém, se eu fizer isso com todos os jogos, raramente finalizarei mais de dois ou três por ano. Por isso, prefiro usufruir dos jogos de forma híbrida. Jogo no ônibus, no metrô, no refeitório… e quando quero o ritual, a experiência sublime da tela grande, eu também o faço. Conecto o Switch 2 (ou o Steam Deck) na TV e aproveito na telona os progressos que levei comigo o dia todo.
A melhor experiência de cada um

E funciona! É gratificante. Eu amo Digimon, por exemplo, e foi assim que fechei Digimon Story: Time Stranger no Steam Deck. A maior parte do grind eu fiz no modo portátil, deixando os momentos-chave para a TV. Ironicamente, joguei um desses momentos importantes na TV de um hotel, durante uma viagem corporativa. Esse mesmo jogo será lançado para o Switch agora em junho (ou julho?) e eu com certeza vou jogá-lo novamente. Sim, graças ao modelo híbrido, vou revisitar um jogo de 100 horas sem deixar minha rotina de lado.
Então, para mim, o melhor visual nem sempre é a melhor opção. A escolha ideal é aquela que se encaixa na minha vida e me permite sentir a sensação maravilhosa de ser cativado por uma história. Sei que para muita gente nada substitui a TV da sala, e tudo bem. Mas, no meu caso, prefiro jogar onde quer que eu esteja do que ficar refém de uma rotina que me impediria de aproveitar meu hobby favorito.
É nessa pegada que, recentemente, venho jogando Resident Evil Requiem no Nintendo Switch 2, com Pragmata e Final Fantasy 7 já na wishlist. E é claro, o recém anunciado Star Fox!
E você? Qual seu modo de jogo preferido e como você o integra no seu dia a dia? Além do Switch 2 e do Steam Deck, existem opções como o ROG Ally, o PlayStation Portal, celulares ou notebooks gamers. Me conta: como você joga na sua rotina?
Obrigado por ler até aqui, e até a próxima! 😀

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